Na útima sexta no SESC, a apresentação da coreografia “O corpo é a mídia da dança?” de Vanilton Lakka , atraiu um público variado. Pessoas de todas as idades, mas em sua maioria crianças e jovens, e alunos e professores de dança, foram conferir a apresentação. No palco (e também fora dele), uma coreografia que apresenta uma proposta diferente, interagindo com o público em vários momentos, usa recursos tecnológicos, diverte, entusiasma a platéia. Os três dançarinos, Chiquinho, Fábio e Lakka, são experientes dn arte de dançar e vieram de Uberlândia para Uberaba apenas para essa apresentação. O público parecia satisfeito, e motivado a participar. Um dos momentos mais marcantes foi quando em determinada parte as pessoas eram convidadas a pedir para parar ou continuar o movimento deles. Você se sente como se sua voz fosse ocontrole remoto de uma TV e você está assistindo a um filme, podendo pausar quando quiser. No final, quando foi aberto espaço para perguntas, as pessoas fizeram muitos questinamentos, como por exemplo, a quantidade de gramas ou calorias perdidas durante a apresentação, e de onde viria a inspiração para compor a coreografia. Lakka disse não saber a quantidade de calorias perdidas, já que depende de cada organismo. Sobre a inspiracao, ele falou que a formação dos dancarinos inclui artes marciais, street dance. Sobre quanto tempo precisa estudar para ser um bom dançarino, ele resumiu dizendo que “um artista precisa de no mínino 6 anos de estudo para ficar bom, mas nunca se deve parar de estudar, assim como várias outras profissões”. Outra pergunta interessante foi a respeito dos eventos culturais em Uberaba. Um senhor pegou o microfone para parabenizar os artistas e dizer que sente falta de eventos como esse em Uberaba. Lakka respondeu dizendo que Uberaba tem muitos espaços culturais que não estão sendo totalmente utilizados, e, comparando com Uberlândia, disse que na cidade vizinha, existem pessoas interessadas em se apresentar, mas não há tantos espaços culturais como aqui em Uberaba. Ele disse que é preciso que a população use seu poder para cobrar dos proprietários e dirigentes dos espaços culturais, mais atuação nessa questão. Lakka atualmente trabalha com cerca de dez projetos diferentes. Este, é apenas um deles. Já foi apresentado em 11 países e também várias cidades do Brasil.
postado por Ana Márcia de Lima in
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