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Arquivo por novembro, 2011

Emicida confirmado no V Novas Tendências

O V Encontro Novas Tendências está chegando. De 21 a 27 de novembro, Uberaba é ocupada com música, literatura, teatro, artes visuais, audiovisual e debates relevantes à cultura contemporânea.

E já é hora de anunciar algumas atrações. Quem desembarca na cidade pela primeira vez para o festival é o rapper paulistano Emicida. Considerado o artista do ano pelo VMB da MTV, Leandro Roque de Oliveira, o Emicida, já é um dos grandes nomes da história do hip hop brasileiro. Desde as sucessivas vitórias em batalhas de MCs na periferia de São Paulo, quando surgiu o apelido, Emcida já acumula três discos lançados e shows incessantes pelo Brasil e América do Norte. Além da música, Emicida atua também como repórter nos programas Manos e Minas, da TV Cultura e no sangue B da MTV.

No V Novas Tendências, Emicida se apresenta dia 25, no Café do Teatro, ao lado do rapper uberabense Toi, que acaba de lançar sua primeira mixtape, “A Mente Flutua”, e a banda Acidogroove.

fotos: Janaina Castello Branco

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BRASIL SEM CIGARRO

Há duas semanas o Fantástico começou a exibir matérias feitas pelo doutor Dráuzio Varela, com a intenção de mobilizar o maior número possível de brasileiros na tentativa de fazê-los pararem de fumar. Uma iniciativa louvável, levando em consideração o número de viciados no país e os males que essa droga causa para o organismo. Leis foram criadas para inibir o consumo de cigarro e até fotos horrendas são expostas nos maços para tentar aterrorizar os fumantes. (Confesso que a única que realmente não gosto é aquela que mostra o cara brochando).

Mas o que fica martelando na minha cabeça é a sensação de que campanhas e leis nesse sentido pouco adiantam de fato. Mas por quê? Pensando a respeito dessa pergunta, como fumante sem vergonha que sou (aqueles que só pitam quando bebem), cheguei a algumas conclusões. Primeiro que a bebida alcóolica praticamente pede um cigarro. É quase impossível, depois de alguns goles, não querer fumar. Portanto é preciso tirar do imaginário das pessoas, principalmente dos jovens, essa cena que mistura diversão e amigos, a bebida e cigarro, para não citar outras drogas.

Segundo que boas prosas também ficam mais interessantes quando existe aquela fumacinha de nicotina queimada pairando no ar. Não sei por que isso acontece, mas o fato é que quando se acostuma a unir momentos agradáveis com o cigarro, vira um hábito mais difícil de abandonar do que a própria química que gera abstinência.

Outro ponto é o fato de o cigarro ter se tornado uma boa desculpa para dar aquela descansadinha. Sem fumar, você não pode simplesmente parar um trabalho, ir para um local mais tranquilo e ficar por lá, à toa, por cinco minutos, por exemplo. Fumando pode, porque fumar é um verbo de ação, quer dizer que você está fazendo algo, ocupando seu tempo, e não está ocioso.

Além disso, o cigarro também é uma companhia. Se você é visto sozinho, sentado em um banco, pode passar a sensação de solidão. Mas se está com um cigarro aceso nos dedos, automaticamente essa sensação muda, pros outros e para você mesmo, que também enxerga o cigarro como um companheiro, que te ajuda, desde a afogar as mágoas ou simplesmente a passar o tempo.

Por todos esses motivos é que acredito que a principal mudança que deve acontecer na cabeça dos fumantes é o modo de ver e de colocar o cigarro no contexto da vida. Enquanto fumar for uma válvula de escape, como quase todas as drogas, vai ser difícil amenizar o vício e os males causados pelo fumo. É preciso acima de tudo, descobrir motivos de prazer que supram a necessidade que as pessoas têm de se entupir de substâncias que fazem mal.

Esse desejo mórbido de autodestruição talvez só seja combatido com campanhas em prol da vida. Quem sabe essa simples mudança de pensamento, ao invés de ser contra algo, ser a favor, ajude a fazer com que as pessoas prefiram a saúde. É importante, no meu modo de ver, colocar positividade em tudo que se faz, para que as coisas fiquem mais leves e mais fáceis de lidar, mudar ou mesmo manter. Por isso eu sou super a favor de uma nova campanha. BRASIL COM SAÚDE, porque a palavra “sem” gera a sensação de que estamos perdendo algo. E “com” quer dizer que estamos ganhando. Eu prefiro ganhar a perder. E você?

Alliny Araújo – Jornalista

alliny_araujo@hotmail.com – @Dependy

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Novas Tendências 2011 – um festival Colaborativo

Vem aí a quinta edição do Encontro Novas Tendências!!  Em Uberaba, o festival será de 21 a 27 de Novembro. O Novas Tendências é um dos festivais integrados ao Circuito Mineiro de Festivais Independentes, (CMFI – circuitomineiro.org/festivais/) e em sua quinta edição conta com incentivo do Conexão Vivo. As primeiras atrações confirmadas são:  Frito na hora (BH), Julgamento (BH), e Lumen (BH) – Artistas Selecionados pelo edital de intercâmbio Música Minas. O mesmo edital proporcionou a circulação da banda Acidogroove em 2 festivais mineiros. Fique ligado nas redes sociais (twitter  do mega e do novas & facebook do mega e do novas)  do Megalozebu e parceiros e também  aqui no site.

Graças aos vários parceiros, este ano o festival Novas tendências se torna totalmente colaborativo! Estão na  equipe envolvida na produção: Fundação Cultural de Uberaba e Prefeitura Municipal, Coletivo Firma, Cia Rogê, Nuvem Design Estúdio, Sociedade Salamandra, Fora do Eixo Letras, Curso Comunicação Social da Uniube, Escola de Música de Uberaba, Livraria Alternativa Cultural, Roulets, Jornal do Triangulo e toda galera da Casa Fora do Eixo Uberlândia. Está sendo montada uma programação de Artes Integradas muito especial para este ano!

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#ForçaLula

          

Vamos falar do assunto do momento: o câncer de Lula e as piadinhas e ironias sem graça daquelas pessoas que insistem em usar a política para alfinetá-lo, sem ao menos pensar na gravidade de um câncer e nos transtornos que essa doença causa na vida de quem a tem e das pessoas que desse paciente gostam.

            É mesmo necessário questionar os motivos do nosso ex-presidente não ter se tratado no SUS? Você se tivesse condições financeiras, trataria uma doença tão séria e perigosa na rede pública de saúde? Obviamente não! Que fique claro que reconheço todos os problemas do nosso sistema único de saúde, uma vez que sou usuária dele. E sei também que Lula governou nosso país durante oito anos, o que, na cabeça de algumas pessoas, significa que ele teve todo o poder nas mãos de resolver todos os problemas, inclusive os de 500 anos atrás, do nosso país.

            É importante deixar claro que não sou partidária. Muito pelo contrário! Acho esse nosso sistema político (e todos os outros existentes) falidos, do tipo que só serve para o interesse de poucos, nunca para interesse coletivo. Sim, votei no Lula todas as vezes que ele se candidatou (com exceção daquelas onde ainda era criança, mas confesso que já incentivava todos da família a votarem nele). Votaria nele de novo caso pudesse se candidatar outra vez porque vi muitas melhoras desde que ele se tornou presidente. Mas não, não quero falar sobre isso, nem discutir politicagem nos comentários.

            A única coisa que quero deixar bem claro nesse texto é minha indignação quanto à frieza de certas pessoas em usar esse momento difícil pelo qual Lula está passando para agredi-lo verbalmente. É bom lembrarmos que antes do político, existe o homem, que como tal merece nosso respeito. E se você acha que não dá para orar por ele, ou querer vê-lo melhor, que fique em silêncio então. Alguém que está com câncer não precisa, nem por um segundo, de outros transtornos. Essa doença, por si só, já faz a vida triste demais.

Alliny Araújo – Jornalista

alliny_araujo@hotmail.com – @Dependy

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