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Em pauta mês três : Raul Seixas

O mês de Abril , escolhi fazer um quadro de Em Pauta, homenageando um dos caras mais bem conceituados da mpb e do rock, Baiano , formação intelectual, senso crítico afiadíssimo e místico, estamos falando de Raul Seixas o moleque maravilhoso da Bahia. Crescido do lado de um consulado norte americano , foi um autodidata no inglês e um jovem devorador de livros , ouvinte frenético de Elvis e Luís Gonzaga. Cresceu na Bahia dos anos 50 , nos ano 60 já tinha seu grupo de rock “The Panthers” segundo ele “talvez o primeiro do Brasil” e podemos considerar sim , Raul o pai do Rock nacional sem tirar o mérito de quem faz por merecer.

Raul , foi inovador na sua proposta de letra e música , foi audacioso em suas ideias e foi profundo em cada palavra que disse em suas músicas , figura emblemática que deveria estar estampada em todo livro de história do Brasil, passeou pela musicalidade continental das Américas de forma  estupenda , podemos observar isso em todos os seus discos, Raul sim um herói nacional. Sua obra é rica e prazerosa de se curtir , fica a dica para esta semana Raul Seixas !

Foto: Divulgação

Texto : Guilherme Fernandes

 

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Sobre o preconceito musical

Uma coisa me assola dia após dia nas minhas experiências de vida , o preconceito cultural e musical. E o pior isso acontece num lugar onde o preconceito deveria estar ausente , mas é o que está mais presente nas salas de aulas , nos corredores do campus e no discurso frenético das conversas entre os estudantes de diversas áreas.  E isso se estende da universidade para toda aldeia global que é o mundo, essa semana me revoltei por ver em uma rede social uma figura que pedia a denúncia de roqueiros à pastores ,daí penso democracia ? respeito? livre arbítrio ? Aonde estão ? Se é isso que biblia ensina prefiro ficar de fora do mundo espiritual e morrer em matéria e me decompor perante a podridão da minha espécie, pois não existe maior crime que um preconceito cultural , pois a cultura é o pensamento da pessoa e você proibir um pensamento você proíbe uma vida.

O rock é uma música que liberta os nossos sentimentos, que nos põe criativos e competentes de fazer algo novo, mudar o mundo ou seu próprio comportamento com um espírito de rebeldia voltado à libertar o ser humano dos dogmas criados pela sociedade capitalista impositora. Já em outros campos da música o que noto? Libido e proibição , violência verbal e intelectual perante a mulher a até mesmo perante o próprio ato sexual, fazendo com que as relações objetais se tornem mais distantes e que a onipotência cresça entre os jovens e o nosso conteúdo musical morra de carência em conteúdo. É possível vacinar o povo contra a rádio que vende e manipula estilos , rotula e classifica o que o nosso ouvido deve escutar.

O rock não destrói família , o fanatismo destrói ideias , bons modos são modos de liberdade, o mundo é podre já a música em sua forma universal não ela leva frutos nas terras mais distantes de nossa mente e faz brotar vida em nossos corações. Mas usada de forma manipuladora é apenas um estímulo para aumentar o consumo de álcool e o aumento da natalidade.  Diga à todo estilo de música, sim à toda religião desde que ela influa em sua vida de forma saudável e destrua o peso do preconceito.

Autor: Judas Escariotes

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Os efeitos…

Ando espantado dentro da minha nova formação que está sendo na área da psicologia de como a música está presente em meus dias. Ontem ao realizar uma atividade de reflexão sobre o efeito das músicas na cabeça das nossas crianças , eu fiquei mais enjoado do nosso cenário musical atual, pela péssima qualidade musical passada nas rádios para as nossas crianças.

A maioria dessas crianças tem somente o contato com a programação corriqueira das Fm’s que são controladas na maioria das vezes pelo ainda famigerado mercado fonográfico brasileiro, então ficam em suas mentes algumas mensagens imorais e precoces ao seu desenvolvimento , não é ruim gostar de tipo de música X ou Y , mas sim sofrer os efeitos psíquicos e subjetivos que elas nos causam, isso na minha opinião torna a educação mais complicada para com essas crianças, a sexualidade anda mais rápida que o carro de Alonso na Formula 1.

Não quero só falar da criança, pois essa semana estive analisando muitas músicas e percebi como o efeito do som , da letra e das harmonias vem de encontro com nosso eu , provocando intensas experiências e nos proporcionando novos pensamentos, por entanto posso estar demasiado em falar que a música é um fenômeno de coesão social efetiva. Ela influi de maneira até despercebida em nossos comportamentos de variados modos e é um maravilhoso e complexo mundo à se compreender.

Então como tudo nessa vida só se acha o que se procura eu achei este fator coercitivo da cultura musical em nosso comportamento através da música , de forma positiva e também negativa, mas tudo tem sua hora e tempo certo é como um aprendizado eterno , agente aprende à ouvir e sintetizar as ideias musicais em nossa mente e aprende a viver com elas , assim como fazemos com a relação social de interação com o mundo.

Texto : Guilherme Fernandes

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Em Pauta Mês Dois : Death Metal

O século XXI está sendo o cerne de novos tempos para muitos caminhos na arte, cultura e esporte.  Na música isso é muito visível se formos andar por aí e sondar que tá acontecendo e no Triângulo Mineiro a coisa está crescendo sem parar. O exemplo disso será o festival que está para acontecer em Uberlândia em Abril , “Triâgulo Satânico Fest” no próximo dia 15 , o evento contará com um dos maiores nomes da música extrema no mundo a banda Norte Americana Obituary e também Acheron dos EUA, sem contar com o que já tá rolando nesses últimos dias O Grito Rock Uberaba. Mas hoje falo aqui somente do festival de Uberlândia pela questão da presença ilustre do Obituary.

Obituary é uma banda que está na estrada desde os idos de 1980 , fazendo um som de qualidade , com peso , velocidade e a fúria característica do Death Metal, a crueza de suas letras reflete no som e o som nas letras , na minha opinião a banda casa bem a estética musical com a literária (letra e música), fazendo um som bem fiel ao Death Metal. Não é um tipo de som que começa namoros ou casamentos , mas une amigos em nome da música e promove o estilo Death às vezes sem precisar de uma mídia que atinja um público geral, apenas as mídias especializadas já fazem jus ao som dessa bandas e também até mesmo pela questão de muitas pessoas se assustarem com tudo aquilo ali de primeira vez e acabando que generaliza e cai naquela velha zona de conforto que isso sim assado não é música.

Se formos observar de um ponto de vista subjetivo o Death Metal é um tipo de som libertador como uma educação olhado com uma perspectiva revolucionária, você cria novos hábitos e se liberta de dogmas e crenças que às vezes cai na mesmice da zona de conforto , fazendo com que só critique as pessoas que ouvem ou façam esse tipo de som. As músicas do gênero Death para mim é como uma preparação para a luta do dia a dia , quanto mais motivação de frustrações você tem , mais motivação você tem para ir em cima do seu defeito e mudá-lo ou dos seus objetivos. No entanto fica aqui a mensagem não para o Death Metal , mas sim para todos os tipos de som que estão no nosso meio underground, não generalizem , peguem o disco , escutem e reescutem , leia o que os críticos tem a falar , escute de novo e tire suas conclusões para não se precipitar, música não é comércio e sim um estilo de vida e uma forma de promover a nossa saúde mental . Uma boa semana à todos.

Texto : Guilherme Fernandes

Foto: http://carinamartins.blogspot.com.br/2010/10/obituary-theriomorphic-hacksaw-corroios.html (Vale à pena conferir, blog legal)

 

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Escravidão na infância – O ontem e o hoje.

O destino das crianças escravas do século XIX era possivelmente servir. Crianças que já nasciam tendo um dono, um senhor. Desde os primeiros passos os pequenos escravos já serviam de “brinquedo” para o sinhozinho ou sinhazinha, apanhavam se os filhos de seus senhores cometessem alguma travessura, às vezes serviam como uma válvula de escape para as crianças da nobrezas descarregarem suas raivas em surras e fortes pancadas.

As crianças trazidas da África tinham todos os seus antepassados, crenças e rituais, arrancados de sua história pelos traficantes de escravos, algo que causa certo ar de revolta a alguns afro descendentes. Famílias inteiras tiveram suas linhagens destruídas, reis perderam seus tronos e no Brasil, os cativos tiveram de se entregar aos batismos católicos para não perder a continuidade de suas linhagens.

O legado deixado pelos tratos dos portugueses, onde crianças de apenas três ou quatro anos nem bem estavam de pés, tinham senhores, sua identidade era esquecida, seus nomes eram dados de acordo com a especialidade profissional a partir de seus 12 anos.

Não importava a idade, uma criança negra no Brasil escravocrata tinha de trabalhar sem cessar, sem parar, sem menos até poder sonhar, pregados em seus trabalhos onde seu nome apenas deveria representar o lucro para seus senhores.

E ainda hoje o reflexo dessa escravidão bruta perante as crianças continua. Trabalho infantil forçado, crianças sendo tiradas do direito da infância. Eles ainda não brincam, estão presentes em carvoeiras, fazendas, frigoríficos, pedreiras e aonde o lucro pode ser feito as custas da inocência infantil.

Não foi somente Ullunga como no texto Crianças escravas, crianças dos escravos, muitos Joãos da Roça sofreram a ruptura de sua infância, a escravidão infantil extrapola seus limites do período imperial no Brasil, hoje ainda o trabalho escravo existe e os índices não são pequenos se formos consultar bases de dados e pesquisas atuais, isto ainda não acabou, crianças e adultos ainda sucumbem sobre o trabalho escravo atualmente.

Hoje no Brasil os índices de trabalho infantil são alarmantes , as condições de trabalhos são precárias e o ganho é assustador para uma criança que deveria estar na escola ou brincando com as demais e uma vergonha para um país de grande extensão territorial e de regime político dito democrático. Esse é um problema de difícil resolução, pois o congresso muitas das vezes viram as costas para as nossas crianças e quando viram é sempre para falar ou fazer bobagem.

Por isso é de extrema importância, que projetos de apoio à criança , de combate à desestrutura familiar , assistência social devem ter uma demanda maior por parte das autoridades governamentais e as ONG’s que trabalham em prol de um desenvolvimento melhor para nossas crianças brasileiras. E mesmo assim como educador fico na esperança de um futuro melhor para esses seres humanos.

Texto do trabalho Crianças Escravas do Brasil Escravo , Crianças Escravas do Brasil de Hoje. Apresentado no seminário de  Desenvolvimento e Linhas de Cuidado 1 como seminário. Curso de Psicologia

Texto : Guilherme Lino Fernandes , Janine V. Gonçalves, Michelle Mendes, Christyane Carolyne da Costa, Emely Verona. 

Foto: Divulgação

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