
O destino das crianças escravas do século XIX era possivelmente servir. Crianças que já nasciam tendo um dono, um senhor. Desde os primeiros passos os pequenos escravos já serviam de “brinquedo” para o sinhozinho ou sinhazinha, apanhavam se os filhos de seus senhores cometessem alguma travessura, às vezes serviam como uma válvula de escape para as crianças da nobrezas descarregarem suas raivas em surras e fortes pancadas.
As crianças trazidas da África tinham todos os seus antepassados, crenças e rituais, arrancados de sua história pelos traficantes de escravos, algo que causa certo ar de revolta a alguns afro descendentes. Famílias inteiras tiveram suas linhagens destruídas, reis perderam seus tronos e no Brasil, os cativos tiveram de se entregar aos batismos católicos para não perder a continuidade de suas linhagens.
O legado deixado pelos tratos dos portugueses, onde crianças de apenas três ou quatro anos nem bem estavam de pés, tinham senhores, sua identidade era esquecida, seus nomes eram dados de acordo com a especialidade profissional a partir de seus 12 anos.
Não importava a idade, uma criança negra no Brasil escravocrata tinha de trabalhar sem cessar, sem parar, sem menos até poder sonhar, pregados em seus trabalhos onde seu nome apenas deveria representar o lucro para seus senhores.
E ainda hoje o reflexo dessa escravidão bruta perante as crianças continua. Trabalho infantil forçado, crianças sendo tiradas do direito da infância. Eles ainda não brincam, estão presentes em carvoeiras, fazendas, frigoríficos, pedreiras e aonde o lucro pode ser feito as custas da inocência infantil.
Não foi somente Ullunga como no texto Crianças escravas, crianças dos escravos, muitos Joãos da Roça sofreram a ruptura de sua infância, a escravidão infantil extrapola seus limites do período imperial no Brasil, hoje ainda o trabalho escravo existe e os índices não são pequenos se formos consultar bases de dados e pesquisas atuais, isto ainda não acabou, crianças e adultos ainda sucumbem sobre o trabalho escravo atualmente.
Hoje no Brasil os índices de trabalho infantil são alarmantes , as condições de trabalhos são precárias e o ganho é assustador para uma criança que deveria estar na escola ou brincando com as demais e uma vergonha para um país de grande extensão territorial e de regime político dito democrático. Esse é um problema de difícil resolução, pois o congresso muitas das vezes viram as costas para as nossas crianças e quando viram é sempre para falar ou fazer bobagem.
Por isso é de extrema importância, que projetos de apoio à criança , de combate à desestrutura familiar , assistência social devem ter uma demanda maior por parte das autoridades governamentais e as ONG’s que trabalham em prol de um desenvolvimento melhor para nossas crianças brasileiras. E mesmo assim como educador fico na esperança de um futuro melhor para esses seres humanos.
Texto do trabalho Crianças Escravas do Brasil Escravo , Crianças Escravas do Brasil de Hoje. Apresentado no seminário de Desenvolvimento e Linhas de Cuidado 1 como seminário. Curso de Psicologia
Texto : Guilherme Lino Fernandes , Janine V. Gonçalves, Michelle Mendes, Christyane Carolyne da Costa, Emely Verona.
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